Engenheiro goiano conta que foi contratado por multinacional após fazer entrevista em festa: 'Achei que era trote'

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
Engenheiro goiano conta que foi contratado por multinacional após entrevista em festa O engenheiro eletricista Flávio Abrão foi contratado por uma multinacional de Singapura depois de atender a um telefonema durante uma festa. "Achei que era trote", contou Flávio, que só acreditou na história depois de receber um e-mail, no dia seguinte, marcando uma nova conversa de forma presencial. Ele é natural de Goiânia e morou 11 anos fora do Brasil e afirma que dominar outro idioma foi fundamental em sua vida. Flávio contou ao g1 que tudo começou em abril de 2014, quando ele estava trabalhando no Recife. Segundo ele, uma empresa de recrutadores de Singapura mandou um e-mail procurando engenheiros eletricistas. Ele disse que respondeu ao e-mail e recebeu como resposta que iriam ligar para ele no dia seguinte, às 22h. Achando que seria um trote, Flávio contou que foi a uma festa na cidade pernambucana e já tinha até consumido bebida alcóolica quando o telefone tocou às 22h em ponto. "Peraí, uma empresa de recrutadores procurando engenheiro, entrando em contato comigo de Singapura? Cara, é trote, é spam, como? Isso tem que ser golpe. E aí, se o meu telefone tivesse tocado 21h50 ou 22h10, eu não teria atendido. Mas foi 10 horas em ponto. Tocou um número não identificado. Eu falei: 'Ah, vou atender'", contou Flávio. Flávio disse que procurou um lugar mais calmo e começou a responder o que as recrutadoras perguntavam. No dia seguinte, sóbrio, ele fez outra entrevista presencial no hotel em que estava hospedado, no Recife. Flávio Abrão é engenheiro elétrico Reprodução/Arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: Goiano faz sucesso vendendo pequi nos Estados Unidos Goiana que fundou empresa de limpeza nos EUA deixou três filhos no Brasil para construir sonho: 'Sociedade te julga, não te apoia' De diarista a piloto de avião nos EUA, goiana celebra conquistas: ‘É importante ser muito persistente’ Falta de experiência x língua Segundo Flávio, na época em que foi recrutado pela multinacional, ele tinha apenas cinco anos no mercado de trabalho e trabalhava como peão de obra em diferentes lugares do Brasil, e vinha para Goiânia, sua cidade natal, a cada dois ou três meses. Ele conta que, nessas empresas, teve a oportunidade de conhecer pessoas de outros países que falavam principalmente inglês, e a curiosidade e a vontade de absorver o idioma fizeram-no aprender a língua. Quando foi oficializada a contratação, Flávio disse que foi convidado para jantar com as recrutadoras e perguntou por que elas o escolheram mesmo com a pouca experiência profissional, e ouviu como resposta que a capacidade de se comunicar em inglês mesmo alcoolizado e em uma festa foi fundamental. "Se você quer dominar o mundo, você precisa aprender a falar inglês. É essencial", afirma. Flávio afirmou que as recrutadoras disseram que entraram em contato com vários engenheiros, alguns com currículos melhores que o dele, mas nenhum conseguiu falar com elas. "Elas disseram: 'Nós sabíamos que estava numa festa por causa do barulho e pelo tom da sua voz, a gente sabia que você estava embriagado, e você conseguiu conversar com a gente. Então nós pensamos: se esse rapaz consegue conversar em inglês com barulho, embriagado, imagina o que ele vai fazer sóbrio'", descreveu Flávio sobre a conversa. Conhecendo o mundo De acordo com o engenheiro, ele morou em Singapura, Coreia do Sul, Austrália e no Canadá, além de ter trabalhado em países como China, Índia, Tailândia, entre outros. Pelo menos 40 países estão na lista do goiano. Hoje casado com uma filipina, eles têm dois filhos e todos têm pelo menos duas cidadanias; além da materna, são canadenses. Atualmente, Flávio e a família estão com residência fixa em Goiânia. Segundo ele, a esposa e os filhos estão aprendendo a falar português. De acordo com o engenheiro, ele e a família ficaram surpresos quando desembarcaram na capital goiana e partiu de sua mulher a ideia de morar em Goiânia. "Não conheço essa cidade aqui, não. Para essa quantidade de prédios, preciso de GPS. E a percepção que a gente teve aqui foi de muita segurança. Parece que a gente está no primeiro mundo dentro do terceiro mundo", afirmou. Flávio explicou que essa percepção aconteceu porque países considerados de primeiro mundo estão passando por dificuldades e têm muitos problemas sociais no sistema de saúde e violência urbana. Flávio e a esposa que é filipina hoje moram em Goiânia Arquivo pessoal/Flávio Abrão Funções Segundo Flávio contou, hoje ele trabalha por conta própria e presta serviços para diversas empresas no Canadá, na China e em outros países. Ele atua principalmente no setor offshore (plataformas de petróleo) e expandiu sua atuação para diversas frentes técnicas. Faz parte de seu trabalho: Adequar as plataformas estrangeiras às Normas Regulamentadoras (NRs) do Brasil, como a NR-10 (instalações elétricas) e a NR-12 (máquinas); Inspeção em Áreas Classificadas (Atmosfera Explosiva); Inspeção e manutenção de elevadores offshore; Inspeção de guindastes offshore; Alpinismo industrial: possui certificação para realizar inspeções de equipamentos em altura; Lifting Gear: inspeção de equipamentos de levantamento de cargas pesadas. Flávio trabalhou em vários países da Ásia Arquivo pessoal/Flávio Abrão 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/05/08/engenheiro-goiano-conta-que-foi-contratado-por-multinacional-apos-fazer-entrevista-em-festa-achei-que-era-trote.ghtml


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